Eduardo Paes busca um segundo turno para o governo do Estado
A iminência da nova eleição depende agora exclusivamente do posicionamento dos ministros da Suprema Corte
A definição do Governo do Estado do Rio de Janeiro entrou em contagem regressiva e está a um passo de ser reaberta nas urnas. Com a conclusão da disputa presidencial, a atenção política Fluminense volta-se integralmente para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde uma decisão do Plenário, prevista para novembro, pode anular a proclamação da vitória em primeiro turno e convocar formalmente a votação de segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes
(PSD).
O ambiente de expectativa ganhou força no meio jurídico após o relator do caso no STF, ministro Cristiano Zanin, cobrar esclarecimentos formais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a retotalização de votos praticada no estado. Se a Suprema Corte acolher o recurso apresentado pela coligação do PSD, a eleição suplementar será confirmada para o eleitorado do Rio de Janeiro.
A proximidade de uma nova votação decorre da intensa controvérsia sobre a base de cálculo dos votos válidos no dia do pleito. Na votação de 4 de outubro, a apuração inicial apontou Ruas com 49,27% dos votos e Paes com 42,76%, resultado que projetava a realização do segundo turno.
Contudo, o TSE indeferiu o registro de Garotinho, levando o TRE a descartar os 274.411 votos dados ao candidato sub judice. Ao excluir essa votação do cômputo geral, a proporção de Douglas Ruas subiu automaticamente para 50,88%, permitindo sua declaração de vitória em primeiro turno.
A iminência da nova eleição depende agora exclusivamente do posicionamento dos ministros da Suprema Corte. Caso o STF acate a tese do PSD, a declaração de vitória em primeiro turno será anulada e a Justiça Eleitoral marcará a data oficial do segundo turno entre Ruas e Paes. Se o STF mantiver a recontagem do TSE, o resultado da retotalização é ratificado e Ruas é confirmado como governador eleito.






Comentários do Facebook