PM do BOTE morto por colegas na Gardênia Azul, era irmão de policial morte no Complexo da Penha em 2025

Os policiais do 18º BPM (Jacarepaguá), não foram informado que havia uma equipe do BOTE na região

PM do BOTE morto por colegas na Gardênia Azul, era irmão de policial morte no Complexo da Penha em 2025
Bruno Assunção_Repórter Investigativo

Uma troca de tiros entre os próprios policiais militares deixou quatro agentes baleados, sendo que um deles não resistiu aos ferimentos e morreu, na manhã deste domingo (11), na comunidade Gardênia Azul, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo apuração do repórter investigativo Bruno Assunção, policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) teriam confundido agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) com traficantes do Comando Vermelho (CV). Ao mesmo tempo, policiais do BOPE também teriam confundido os militares do 18º BPM com criminosos da facção, provocando um confronto entre as próprias equipes. Os agentes do 18BPM não foram avisados de que o BOPE estava na região com viatura descaracterizada.

O policial que morreu foi identificado como subtenente Gláucio Marcelo, do BOPE, considerado por colegas de farda uma das lendas vivas da unidade, devido à sua vasta experiência, habilidade operacional e participação em inúmeras operações especiais. O militar também carregava uma história de perda na própria família: em outubro de 2025, seu irmão, que também era PM, morreu durante a chamada Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, que deixou mais de 100 criminosos mortos.

Segundo as informações apuradas, três policiais do BOPE e um do 18º BPM foram baleados durante a ocorrência. Todos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente Gláucio Marcelo não resistiu aos ferimentos. Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde dos outros três agentes.

Durante a ação, traficantes pensaram que seria uma invasão da milícia e atravessaram veículos na Avenida Ayrton Senna, uma das principais vias da Barra da Tijuca, provocando transtornos na região.